Adélia Clavien traz da Suíça sua arte entre fotografia, pintura e abstração para “Mulheres que Transformam”
Artista portuguesa radicada na Suíça integra a IV edição da exposição, em São Paulo, com uma trajetória internacional marcada pela experimentação, pelo Pop Art e pela técnica mista
A artista Adélia Clavien, portuguesa radicada na
Suíça desde 1981, integra a IV edição da exposição “Mulheres que
Transformam”, que será realizada de 3 a 13 de outubro de 2026, no Circolo
Italiano São Paulo. Com vernissage marcado para o dia 3 de outubro, às
16h, a coletiva tem curadoria de Rosita Cavenaghi e realização da Art
A3 Gallery.
Com uma produção que transita entre fotografia, pintura,
abstração e diferentes experimentações em técnica mista, Adélia chega à mostra
trazendo uma trajetória construída entre culturas, linguagens e importantes
circuitos internacionais de arte.
Nascida em Portugal, vive na Suíça há mais de quatro décadas
e atualmente está estabelecida na região do Valais. Embora tenha convivido por
longo período com a comunidade artística local, foi durante os anos em que
viveu em St. Gallen que frequentou seus primeiros cursos de pintura e
começou a se dedicar à fotografia.
Curiosa e apaixonada pelas artes desde jovem, conciliou
durante muitos anos a criação artística com sua atuação profissional na área de
Tecnologia da Informação. Como artista, desenvolveu grande parte de sua
formação de maneira autodidata, fazendo da experimentação um dos fundamentos de
seu processo criativo.
Fotografia e pintura em um mesmo universo
![]() |
| Frida Khalo - 100x100 Técn. mista |
A diversidade de materiais ocupa papel central no trabalho de Adélia Clavien. A artista explora recursos como acrílica, carvão, areia, vitral, resina epóxi, pó de mármore e gesso, entre outros, combinando técnicas e texturas para construir superfícies de forte impacto visual.
Um dos aspectos mais característicos de sua produção está na
aproximação entre fotografia e pintura. Utilizando sua experiência
fotográfica, Adélia desenvolve composições que podem reunir diversas imagens
sobrepostas e processadas digitalmente antes de receberem intervenções
pictóricas e outros materiais.
Nesse processo, fotografia e pintura deixam de ocupar
territórios separados. A imagem fotográfica torna-se ponto de partida para
novas camadas, texturas e interferências, dando origem a trabalhos associados
pela artista ao New Pop Realism, em diálogo também com referências da
Pop Art.
As composições podem reunir até 15 fotografias — ou mais —
sobrepostas e manipuladas digitalmente. A partir delas, Adélia acrescenta
matéria, cor e textura, ampliando as possibilidades entre realidade, ilusão e
imaginação.
Já em sua produção abstrata, a artista se distancia
deliberadamente da representação direta do mundo visível. Formas, cores e
matérias assumem protagonismo. Pó de mármore e gesso são empregados na criação
de estruturas, posteriormente trabalhadas com tinta acrílica e diferentes
meios.
Arte como território de liberdade
![]() |
| Marylin Times goes by VII técn.mista 120x120 |
A liberdade ocupa posição fundamental no pensamento
artístico de Adélia Clavien. Seja nos trabalhos abstratos, seja nas obras
ligadas à Pop Art, sua intenção é construir atmosferas nas quais o observador
também possa participar da experiência por meio da própria imaginação.
Em sua abordagem artística, Adélia explica que busca estimular
a sensibilidade emocional do espectador, criando universos sensoriais e
visuais nos quais fotomontagem e pintura se encontram para ganhar vida e
textura.
A ideia de evasão também desempenha papel importante
em seu processo criativo. Em vez de partir necessariamente de estudos
preliminares rígidos, a artista valoriza o contato espontâneo com a tela ou o
suporte ainda vazio, permitindo que sentimentos, associações e conexões
conduzam gradualmente a construção da obra.
Cada elemento passa, assim, a estabelecer relações com os
demais, formando uma espécie de rede visual de ideias e sensações.
Uma carreira que atravessa continentes
A trajetória de Adélia Clavien alcançou importantes centros
internacionais. Ao longo da carreira, participou de exposições individuais e
coletivas em cidades como Nova York, São Paulo, Rio de Janeiro, Dubai,
Veneza, Florença, Miami, Durham, Paris, Roma, Lisboa, Berlim e Cairo, entre
outros destinos.
Sua obra também já ganhou projeção em diferentes plataformas
culturais. Adélia foi capa da revista japonesa de arte “365 Art+” e teve
seu trabalho exibido nos gigantescos painéis de Times Square, em Manhattan.
A artista mantém ainda uma aproximação constante com outras
linguagens. Colabora com o escritor francês Philippe Fouillouse, para
quem desenvolve capas de livros, e criou a capa de um álbum da cantora Sonia
Mazza. Música e dança também fazem parte de seu universo de interesses e
atividades.
Desde abril de 2023, Adélia ampliou sua atuação no circuito
cultural suíço com a abertura de sua própria galeria, a Art for You, em
Sierre. Ela também está entre os organizadores da Nuit des Galeries de
Sierre, iniciativa dedicada à movimentação e aproximação do público com os
espaços de arte da cidade.
Conexões que chegam a São Paulo
A presença de Adélia Clavien em “Mulheres que
Transformam” estabelece mais um elo entre sua produção internacional e o
Brasil, país que já faz parte de seu percurso expositivo.
Sua participação dialoga especialmente com o caráter plural
da mostra: uma artista nascida em Portugal, com vida e carreira desenvolvidas
na Suíça, que utiliza recursos tecnológicos, fotografia e técnicas tradicionais
para construir uma linguagem sem fronteiras rígidas.
Em sua quarta edição, “Mulheres que Transformam”
reúne diferentes trajetórias e pesquisas femininas, evidenciando a arte como
espaço de criação, intercâmbio e transformação.
A exposição poderá ser visitada de 3 a 13 de outubro,
diariamente, das 13h às 18h, no Circolo Italiano São Paulo.
Serviço
Exposição: Mulheres que Transformam – IV Edição
Artista: Adélia Clavien
Período: 3 a 13 de outubro de 2026
Vernissage: 3 de outubro, às 16h
Visitação: diariamente, das 13h às 18h
Local: Circolo Italiano São Paulo
Endereço: Avenida Ipiranga, 344 – 1º andar (esquina com a Avenida São
Luís) – República, São Paulo/SP
Curadoria: Rosita Cavenaghi
Realização: Art A3 Gallery
Assessoria de Imprensa: Gisele Faganello Lahoz





Comentários
Postar um comentário