Passageira de 77 anos morreu em acidente com veículo da Secretaria Municipal de Saúde

Laudo da PRF apontou ausência de reação do motorista

A família de Isolda Maia Ferreira, de 77 anos, ajuizou uma ação de indenização contra o Município de Sant’Ana do Livramento (RS) pela morte da passageira em um acidente com um veículo oficial da Secretaria Municipal de Saúde. A ação foi apresentada pelo viúvo, Dinarte Marvel Ferreira, e pelos filhos Graciela Ferreira Fogaça, Fernando Marvel Maia Ferreira e Igor Andres Lecuna. A ação foi ajuizada pelo advogado Eduardo Lemos Barbosa, especialista em indenizações.

O acidente ocorreu na manhã de 13 de outubro de 2023, no km 113 da BR-290. Isolda acompanhava o marido em uma viagem organizada pela Secretaria Municipal de Saúde com destino a Porto Alegre, onde Dinarte realizaria tratamento contra o câncer.

Segundo a ação, o motorista perdeu o controle da direção, fazendo com que o veículo saísse da pista e colidisse contra árvores localizadas às margens da rodovia. Isolda sofreu traumatismo cranioencefálico e morreu no local. Os demais ocupantes ficaram feridos, e Dinarte foi encaminhado ao Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, com suspeita de fratura na coluna cervical.

Na ocasião, o condutor declarou que um caminhão invadiu a pista no sentido contrário, obrigando-o a realizar uma manobra evasiva. No entanto, conforme o laudo pericial da Polícia Rodoviária Federal mencionado no processo, não foram encontradas marcas de frenagem nem outros vestígios materiais que confirmassem essa versão. A perícia apontou a ausência de reação do motorista como fator determinante para o acidente.

Além das circunstâncias da tragédia, a ação relata uma série de dificuldades enfrentadas pela família após o ocorrido. De acordo com o documento, o falecimento foi comunicado sem acompanhamento psicológico ou assistência social. Os familiares também afirmam que procuraram diferentes órgãos municipais em busca de orientação para a liberação e o translado do corpo, mas não receberam o auxílio necessário.

Sem o apoio solicitado, a própria família precisou organizar inicialmente a liberação do corpo, o translado, o velório e o sepultamento. O pedido administrativo de ressarcimento das despesas funerárias foi posteriormente deferido, mas, segundo a ação, o procedimento levou meses para ser concluído.

Isolda e esposo


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